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A história do DUA

Ninguém devia adoecer pra se formar.

Essa frase é o motivo de tudo isso existir, e ela não saiu de nenhuma pesquisa de mercado... saiu da minha cabeça mesmo, a partir das experiências da minha vida.

01Como começou

Não teve estalo. Teve um convite.

Eu queria muito poder te contar que num dia aleatório eu olhei pra alguma coisa e tive aquele momento eureka: “caraca, isso precisa existir, seria sensacional”. Mas a realidade não foi bem assim... A realidade foi que duas amigas estavam montando uma empresa, e me convidaram pra desenvolver meu próprio curso, com auxílio do método e mentoria delas. E a verdade é que, se não fosse por elas, eu não teria começado.

O que elas encontraram foi uma Gabriela em um momento da vida de muitas inseguranças, vinda de um momento de saúde mental fragilizado, onde eu achava que nunca seria capaz de nada na vida novamente. Mas com as reuniões e vendo o quanto elas acreditavam em mim, isso foi mudando aos poucos!

Com várias reuniões tentando descobrir o que eu queria criar, logicamente acabei indo pras áreas pelas quais eu sempre tive paixão: a minha área de formação, a Biblioteconomia, e a área da educação que sempre teve um espacinho reservado no meu coração... E finalmente comecei a colocar em prática uma vontade que já morava na minha cabeça fazia tempo.

Eu sou bibliotecária, e a Biblioteconomia me fez enxergar a ABNT de um jeito diferente do resto do mundo. Não porque seja fácil de decorar, até porque a realidade é que ninguém precisa decorar nada! Mas porque existe uma lógica por trás dela que faz tudo parar de parecer aleatório.

E ensinar sempre me puxou. Monitoria na faculdade, aula de inglês, projeto com criança em biblioteca, e um tempo numa empresa de educação a distância onde eu aprendi andragogia e linguagem dialógica, que é um jeito de ensinar adulto conversando em vez de despejando conteúdo. Depois disso fiz o curso de design instrucional do Digital Learning Institute. E eu me certifiquei de que tudo isso ia estar dentro do DUA, mesmo onde tu não consegue ver.

Foto da Gabi

02Por que eu me importo tanto com isso

Eu comecei um mestrado e não terminei.

Fui pros Estados Unidos realizar meu sonho de um mestrado fora. Foram anos de preparo, descobrindo melhores formas pra poder financiar esse sonho com os famosos 'student loans', mas no fim, voltei pra casa antes de terminar. Faltaram oito créditos. Cheguei de volta ao Brasil no meio de uma péssima crise de saúde mental. Simplesmente não aguentei.

Várias coisas me trouxeram a esse momento de ter que retornar, não apenas questões relacionadas à universidade, claro. Até porque tive um apoio muito legal da universidade lá durante esse processo de retorno. E no meio dessa crise toda, como parte do meu tratamento, me mudei pra Alemanha pra estar perto da minha irmã e do meu namorado, que foram meus grandes apoiadores.

Eu não vou botar a culpa na universidade pelo que aconteceu comigo. Sei bem o que é tentar dar conta de um trabalho acadêmico enquanto todo o resto está desabando. É aí que cada formatação que não sai, cada regra que ninguém explica direito, cada tutorial que não funciona, pesa dez vezes mais do que deveria.

Mas a realidade é: isso acontece com muita gente boa e quase ninguém comenta! Parece que todo mundo na tua volta tá dando conta e só tu não tá.

Então, quando eu digo que ninguém devia adoecer pra se formar, eu não tô usando uma frase bonita de site. Eu passei por isso, e é contra isso que o DUA existe. Eu quero te ajudar no que eu puder pra deixar as coisas mais leves.

03O que eu já fazia antes de tudo

Eu sempre fui a pessoa pra quem perguntavam.

Ajudei meu irmão no TCC dele, ajudei vários amigos, ajudei minha prima (em dois TCCs diferentes, porque a doida não tava feliz com um só e foi correndo fazer outra faculdade haha). E não ajudei eles só com a parte clássica de bibliotecária, a ABNT... Mas também com aquela parte que ninguém ensina: como começar, o que precisa ter, por que aquele parágrafo não tá funcionando.

Eu sempre fui meio insegura de ensinar pesquisa, porque de prática mesmo, o que eu tive foi minha experiência de pesquisa com o meu TCC e a publicação de um artigo derivado dele junto com meu orientador uns anos depois. Mas de qualquer forma, a realidade é que o que eu sei fazer bem é pegar uma coisa complicada e deixar ela simples. E é isso que eu sempre achei que faltava por aí.

Porque essa é a minha implicância com a academia: é ver coisas simples serem tão dificultadas. As pessoas fazem parecer mais complexo do que é, e daí quem tá chegando agora acha que o problema é a própria cabeça, se acha incapaz.

04Como um curso virou três

O DUA não é um curso. É o guarda-chuva.

Eu comecei querendo fazer um curso. Só que eu não queria que ele ficasse preso só ao TCC, porque o sufoco existe em qualquer trabalho da faculdade. A gente acaba caçando modelo na internet e torcendo pra dar certo.

Coloquei em prática as coisas que aprendi no curso de Design Instrucional do Digital Learning Institute e fui começando meu planejamento. E à medida que eu fui montando o planejamento, a coisa foi crescendo. E acabou virando três coisas! Mas com tudo o que eu aprendi sobre design instrucional, andragogia, e-learning... Não fazia sentido nenhum serem três cursos jogados soltos. Até porque, os cursos se conectam em diversos momentos!

Então, eles precisavam de um lugar pra morar juntos. Foi aí que nasceu o Dominando o Universo Acadêmico, que virou DUA quando eu fui pensar no site e achei o nome comprido demais.

05Como nasceu o Estúdio

A ferramenta nasceu pra matar a aula mais chata do curso.

Com o meu planejamento todo prontinho na mão, fui atrás de uma plataforma pra hospedar o curso. E já comecei essa busca estressada. As plataformas prontas não davam liberdade nenhuma pra montar as telas e as aulas do jeito que eu imaginava, e todo curso lá dentro acaba igual, um vídeo jogado numa página.

Enquanto eu brigava com isso, e tentava encontrar soluções pra deixar as aulas mais interessantes incorporando ferramentas diferentes, eu esbarrei num artigo de uma escritora que tinha construído o próprio editor de texto com IA, porque o Word e o Docs tinham um milhão de coisas que ela não usava. E aí me ligou uma luzinha.

Eu já sabia qual ia ser a pior parte do meu curso: ensinar a mexer no Word pra formatar o trabalho de acordo com a ABNT. Trabalhar com estilos, numeração que não começa na página certa, sumário automático que resolve dar problema... Várias coisas que sempre trazem dor de cabeça e horas e horas de gente pirando com tutorial no YouTube. Eu ia gravar aquilo com toda a didática do mundo, mas ainda assim ia ter gente me escrevendo pra dizer que seguiu tudo e não funcionou. Porque sempre tem um passinho que a pessoa não percebe que não fez, ou uma configuração errada no programa dela que demora mil anos pra descobrir.

Então o Estúdio não nasceu pra ser um produto. Ele nasceu pra que um monte de aulas ensinando a formatar no Word deixasse de precisar existir, e pra que sobrasse tempo de explicar os porquês em vez dos comos.

06Quem construiu

Quem fez a ferramenta foi a professora, e isso muda tudo.

Eu escrevi o Estúdio com ajuda da inteligência artificial. Isso tem nome, chama vibe coding, e eu não tenho o menor problema de dizer isso em voz alta.

Sem isso ele simplesmente não existiria, e não é só por causa de dinheiro. Se eu tivesse contratado uma equipe pra construir o Estúdio, eu teria que descrever o TCC pra gente que nunca teve as experiências que eu tive. Cada regra, cada exceção, cada lugar onde os estudantes travam. Do jeito que foi, quem decidiu como cada tela funciona é a mesma pessoa que passou um ano e meio dentro da ABNT, de livros, artigos, blogs e diversas fontes pra descobrir as melhores formas de ensinar e onde são as maiores dificuldades. Eu já tinha sentado do lado do meu irmão, dos meus amigos, da minha prima... Já tinha explicado citação, já tinha visto os bloqueios em primeira mão, já tinha dividido os momentos de frustração.

É por isso que o Estúdio faz as coisas estranhamente específicas que ele faz. Ele foi construído por quem conhece o problema, não por quem recebeu o problema por escrito. E não pra apenas automatizar a ABNT, mas pra te dar várias ferramentas que vão te ajudar a desenvolver tua pesquisa.

07O que tem no universo

Três galáxias, e o Estúdio sustentando todas elas.

O Estúdio é um editor de texto que já coloca tudo dentro da ABNT, que te ajuda a dar conta das tuas leituras, e que cuida da forma pra tu se preocupar só com o teu conteúdo.

A ideia é que tu não precise sair daqui pra dar conta da faculdade. Hoje uma delas está de pé e as outras duas estão em construção, porque eu preferi entregar uma coisa inteira em vez de entregar três pela metade.

No ar

Expedição TCC

Do tema até a defesa, em missões curtas. É a que está no ar.

Em construção

Biblioteca do Explorador

Os outros trabalhos da faculdade, aqueles que ninguém te ensina a fazer. Não tem começo, meio e fim: tu chega, pega o manual do teu trabalho na estante e usa.

Em construção

Estação Futuro

Como usar inteligência artificial no trabalho acadêmico de um jeito legal e ético.

08No que a gente acredita

Tem coisa que eu não vou te prometer nunca.

  • Eu não faço o teu trabalhoIsso é antiético e não é o que eu quero aqui. Eu quero gente que quer aprender a pesquisar.
  • Eu não prometo prazoNada de TCC em cinco dias, em um mês, em vinte e quatro horas. Cada pessoa tem o próprio ritmo, e prometer um prazo que tu não consegue cumprir só te faz achar que tu não foi capaz.
  • Eu não prometo notaNota depende da tua banca, do teu tema e do teu orientador, e não de mim.

Agora, o que eu garanto:

Se tu seguir o que está aqui, mantiver contato com quem te orienta e usar o Estúdio pra cuidar da formatação, a aprovação vai vir. Disso eu tenho certeza. Com que nota e em quanto tempo, isso é teu.

09Como eu decido as coisas

Quatro coisas que eu não abro mão.

Toda vez que eu preciso decidir alguma coisa por aqui, de uma aula inteira até o texto de um botão, é por estas quatro que eu passo.

Clareza RadicalDescomplicar de verdade, sem enrolação.
Empatia AtivaEu lembro bem como é estar do outro lado.
Foco no Sucesso PráticoO que importa é tu conseguir entregar.
Leveza e SignificadoAprender sem terror, com sentido.

10Pra onde isso vai

Um dia eu quero que a conta não seja tua.

O que eu quero de verdade é colocar o DUA dentro das universidades, com a universidade pagando, pra que quem estuda tenha acesso sem tirar do próprio bolso. Pública e particular.

Porque a minha profissão é dar acesso à informação, e me incomoda muito que quem não pode pagar fique de fora justamente das ferramentas que tornariam tudo mais fácil.

Talvez isso leve muito tempo pra virar realidade. Mas tudo bem, eu tenho tempo. E enquanto isso, eu vou fazer o possível pra manter o DUA com um valor acessível.

É isso. Se fizer sentido pra ti, a porta está aberta.

Dá uma olhada no que tem dentro e vê se é o que tu precisa agora.

Conhecer o Estúdio e a Expedição